Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2006

um tempo para mim...

sonhos.jpg


Admito que sinto algum cansaço, até desânimo, vontade de me deitar e dormir horas perdidas no tempo. Sem pressa em acordar…

Sinto frio, um frio estranho que se entranha no meu corpo, no meu coração , na ,minha alma!
Há dias em que o frio bate mais forte, a brisa magoa ,mais o rosto e nestes momentos tento, mesmo sem tempo, tirar um momento só para mim!
Ando a tentar essa entrega de várias formas o ioga é uma delas em que durante quase duas horas por semana tento encontrar paz, tranquilidade em cada movimento lento e repetido com suavidade e sem pressas. Tento cada dia aperfeiçoar a minha forma de estar na vida para não me deixar abater por dores ou contrariedades, o que nem sempre é fácil porque cada pessoa acha que deve gerir a nossa vida, conduzi-la, orientá-la. Às vezes olho para algumas pessoas que me rodeiam e assumem papéis para os quais há muito tempo lhe foi retirado esse estatuto o de comandantes ou oficiais, mas parecem esquecerem-se .

Há elos de ligação vitalícios mas é necessário aprender a viver com o enfraquecimento desses graus de parentescos…
Quando me sinto em profunda angústia e confusão, procuro dar um tempo a mim própria , silenciar a mágoa, a revolta , respiro profundamente num respirar suave e deixo que a luz se ilumine em minha direcção . Ela saberá trazer-me a paz, o equilíbrio , a confiança, mostrando que dentro de mim há um mundo que desconheço.

Dentro de mim corre um rio que tenta saltar da margem à procura da liberdade, do silêncio puro, que tenta dar cor à paisagem . Um rio que vai percorrendo cada bocadinho de mim, tentando sempre dar um colorido à vida…mesmo quando não vislumbro estrelas se olhar bem para o céu elas viram em meu auxilio, apenas tenho de me permitir à tal paz perdida entre rochas e encostas…
Vou dar um momento para mim…todos deveríamos dar pelo menos meia hora por dia a nós próprios, ao nosso silêncio, à nossa quietude deixarmos as águas limparem o nosso caminho, para depois nos voltarmos a erguer e caminhar ao encontro da luz que nem sempre vislumbramos…

pensadora

publicado por pensadora2 às 18:19
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9 comentários:
De Anónimo a 11 de Janeiro de 2006 às 21:38
eu sou apoligista tambem de k devemos dar meia hora do nosso dia para pensar no k fizemos e de como esta a nossa vida, mas tambem aprendi de k s deve biver um dia de cada vez, sem pressas! E lembra-t sempre de que o mundo e lindo e k o facto de acordarmos todos os dias e uma bençao!e d k ha pessoas k realmente nos amam!
beijinho!Andreia
(http://www.andreiacatlicious.blogspot.com)
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De Anónimo a 11 de Janeiro de 2006 às 18:50
Miuda...o tempo só para nós cada dia que passa torna-se mais dificil de conseguir. Quando o temos...vem aquele gelo de estar sozinho...o pensamento invade-nos o espirito...a alma desperta...as emoções vêm á flor da pele e o "grito" de liberdade Surge como relampagos em dia de tempestade ...intenso...volátil. Neste dia em que faço anos...rsss..reflecti muito sobre a vida...sobre mimi próprio e posso dizer sem deturpar meu coração que foi positivo. Linda pensadora...tu mereces sem duvida ter direito ao teu grito de liberdade. Fá-lo!!!...um beijo.julio
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De Anónimo a 11 de Janeiro de 2006 às 16:31
conheço bem esse frio que nos arrebata para uma solidão que parece não ter fim, onde parece que não encaixamos em lado algum... um frio que se sente cá dentro, que arrepia a alma e o ser, estremeço só de pensar nele. espero que fiques bem... beijosoldeinverno
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(mailto:soldeinverno@sapo.pt)


De Anónimo a 11 de Janeiro de 2006 às 12:42
Ia a dizer que não gosto de te ver assim mas depois pensei que não tinha esse direito. Em alguma parte dizes que sentes que em ti corre algo ke, por outras palavras ainda te dão animo e força para continuares, mesmo contra todo esse desanimo e dor. Pois encontra essa chama que te diz isso e segue-a. Sei que são apenas palavras tontas, mas todos nós temos essa obrigação, não pelos outros, não pelos filhos, não por quem quer que seja, mas por nós. Fika bem e recebe um grande beijo da minha parte.zzeka
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De Anónimo a 11 de Janeiro de 2006 às 12:13
Devemos sempre ter tempo para nós próprios, nem que seja para não fazer-mos nada de especial. Quando o frio de instala é dificil que saia. Bjinhos.Ritisabel
(http://pegadasnaareia.blogs.sapo.pt)
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De Anónimo a 10 de Janeiro de 2006 às 15:03
Nesta época em que tento o reencontro comigo o teu texto parece ter a ver com o que sinto. Preciso também do tal momento comigo. Assim como preciso do tal momento contigo minha Amiga de tristezas e Alegrias. Um beijo ENORME. Da tua amiga...
Leonor
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(mailto:leonorcalves@sapo.pt)


De Anónimo a 10 de Janeiro de 2006 às 12:08
Eu acho que às vezes até nos esquecemos de quem somos e do que somos, enquanto estamos embrenhados noutra coisa qualquer sem importância. Às vezes perdemos a nossa própria identidade. Mas para chegarmos a esse ponto, é porque o permitimos. Eu acho que, independentemente de tudo o que nos acontece, devemos prestar-nos atenção. Como podemos prestar atenção à vida e aos momentos bbons que ela nos dá, se nem a nós damos importância e atenção? Devemos ter sempre tempo para nós, todos os dias. Nunca nos devemos esquecer. Beijinho e boa semana *Cakau
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De Anónimo a 10 de Janeiro de 2006 às 01:23
Ohhh minha miga... Tenho tido tão pouquinho tempo que não te tenho vindo visitar, são inumeras as vezes que sempre que vejo o sofrimento da minha mãe, de imediato me recordo de ti, e digo hoje não passa quero saber como esta a minha miga pensadora... mas o tempo urge e acabo por não o fazer. espero que estejas bem e os teus marinheiros também. beijos ternos e mais uma vez adorei o que escreveste, tudo com muito sentimento...Perfect Woman
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De Anónimo a 9 de Janeiro de 2006 às 18:54
É tão importante este tempo de serenidade a sós estes momentos de reencontro com o mais fundo da nossa alma. Estes momentos são vitais pensadora! BeijoMaria Papoila
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